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Governo dos EUA acusa Hackers Chineses de Ciberespionagem



Não é nenhuma novidade dizer que agencias secretas criadas por governos espionam outros governos e países para obter informações, que de alguma vantagem seja em segurança, econômica ou tecnológica para a sua nação, a CIA mesmo é um bom exemplo disso, com vários agentes espiões espalhados por vários países, mas se você acha que a espionagem esta presente apenas no meio físico, você esta completamente enganado.

Hoje em dia todos os dados e segredos de governos e países estão digitalizados em algum servidor, com isso, torna-se mais simples utilizar hackers para conseguir acesso a esses servidores e espionar os dados do que infiltrar um agente em um país.

Durante todo esse ano de 2018 os Estados Unidos não poupou acusações de ciberespionagem a China, segundo Christopher Wray, diretor do FBI: “A China quer simplesmente substituir os Estados Unidos como superpotência líder, e eles estão usando métodos ilegais para chegar lá”. Segundo o próprio governo norte americano um grupo hacker voltado para ciberespionagem foi criado em 2006 em prol dos interesses do governo chinês, e teria como alvo principalmente órgãos do governo e companhias de países como Estados Unidos, Japão e potências europeias, esse grupo é chamado de Advanced Persistent Threat 10 ou APT10.

A mais nova acusação dos EUA contra a China envolve um processo legal movido contra os hackers chineses Zhu Hua e Zhang Shilong, segundo o Departamento de Justiça norte-americano (DOJ) os hackers fariam parte do APT10 e teriam participado de invasões e roubo de dados de pelo menos 45 empresas e organizações governamentais, dentre elas NASA, HP, IBM e o órgãos do próprio governo americano. As acusações formais são de invasão de computadores, conspiração para fraude eletrônica e roubo de identidade, e de acordo com investigações as invasões realizadas por Zhu Hua e Zhang Shilong teria ocasionado a captura de centenas de gigabytes de dados sensíveis de organizações norte-americanas que atual em áreas como petróleo, gás, TI, comunicações, aviação, tecnologia espacial, entre outras.

Ao que parece os ataques vinham sendo feitos desde 2006, ano em que o APT10 foi criado, porém foi em 2014 que os ataques ficaram mais intensos e focados a alvos específicos, em uma das invasões estimasse que dados pessoais de mais de 100 mil funcionários da Marinha dos Estados Unidos foram capturados, dentre os dados estão informações como nome, endereço, salários e seguro social.

Um dos ataques mais utilizados pelo APT10 para conseguir invadir os servidores norte-americanos foi o Spear Phishing, que trata-se de um ataque Phishing focado a um alvo em especifico, onde tanto a mensagem falsa quanto o link ou vírus que a mensagem linka, foram pensados especificamente para o alvo, o que torna a mensagem mais convincente e potencializa as chances de sucesso do ataque, obviamente os alvos do APT10 eram funcionários que tinham senhas ou credênciais de acesso aos servidores alvos.

Tanto Zhu Hua quanto Zhang Shilong estão na China, por tanto dificilmente serão detidos ou responderão as acusações, porém o governo de Donald Trump pode utilizar esses processos como pretexto para romper de vez um acordo firmado em 2015 pelo então presidente americano Barack Obama e o presidente chinês Xi Jinping, no qual proibia ambos os países de realizarem ataques cibernéticos e ações de ciberespionagem um contra o outro.

Em resposta as acusações o Ministério de Relações Exteriores chinês, negou que o seu governo esteja envolvido em ações de ciberespionagem, e pediu para que os Estados Unidos retirassem as acusações sob risco de haver abalo nas relações entre os dois países. Ainda segundo o governo chinês, os Estados Unidos estaria atribuindo a China ações que eles mesmos estariam praticando.

Eae no que você acha que isso vai dar? Deixe seu comentário abaixo ;-)!!!

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