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Qual o Grau de Realismo dos Hacks em Mr. Robot?



Se você ama séries e tem interesse por tecnologia e ficção, Mr. Robot provavelmente não é um nome estranho para você e pode representar muito sobre o que, hoje, você acredita como sendo real em se tratando de hackers.

Com exibição iniciada em 2015 e três temporadas, a série criada por Kyle Bradstreet, Sam Esmail, David Iserson, Adam Penn, Kate Erickson, Matt Pyken e Randolph Leon tem como protagonista Elliot Alderson, interpretado por Rami Malek, um hacker engenheiro de segurança cibernética que sofre de depressão clínica e transtorno de ansiedade.

A série trouxe muitas temáticas sobre hackers e, aqui, nós vamos analisar o que é realidade e o que é ficção. E, claro, vale o alerta de que o texto contém spoilers.

Realidade ou ficção?

Quem acompanha o seriado Mr. Robot sabe que o protagonista é um gênio da computação, um hacker e engenheiro de segurança cibernética (cybersecurity).

Ele participa de um grupo de “vigilantes cibernéticos” cuja missão principal é destruir a fictícia E Corp, uma corporação responsável pela morte do pai do protagonista, por meio de manobras tecnológicas e hackings.

Embora os ataques mostrados durante a série sejam incríveis, Kor Adana, roteirista e produtor da tecnologia exibida em Mr. Robot, diz que o que é mostrado no programa é completamente plausível.

Adana tem um histórico profissional no mundo da segurança cibernética e interage com uma equipe de hackers experientes para desenvolver o conteúdo e as narrativas transmitidas em Mr. Robot.

Os hackers garantem que até mesmo os endereços de IP, os links e os códigos QR são reais e, se acessados pelos próprios telespectadores, encaminham para endereços de verdade.

Pesquisa é fundamental

O próprio Adana fala sobre a vigilância constante e o monitoramento da nossa vida online. “Eles detalham as ferramentas que estamos usando, as versões do software, eles procuram códigos ocultos nas telas que escondemos lá para eles. É algo muito divertido e interativo”.

Esse nível de detalhes só é possível porque a equipe de redação de Mr. Robot solicita informações técnicas para a produção dos episódios.

Adana diz que, depois que os redatores fazem os esboços dos personagens, eles procuram informações reais sobre hackers e sistemas para desenvolver as cenas e a narrativa.

“É quando eu vou para casa e faço a minha pesquisa”, diz Adana. “Eu tenho toda uma equipe de consultores que trabalham comigo, que são hackers muito inteligentes […] Nós temos uma breve sessão de brainstorming sobre tecnologia, que acontece em conjunto com os roteiristas, e então nós apresentamos diversos cenários realistas.”

Criar cenários realistas significa que, para a segunda temporada, a equipe de Adana teve que discutir sobre meios realistas sobre possibilidades reais de, por exemplo, invadir o FBI. Os produtores conseguiram achar meios de criar essa narrativa com ajuda, inclusive, de dois ex-consultores do FBI.

“Nós conversamos sobre a natureza da infraestrutura de redes do FBI e sobre como eles têm certas redes não classificadas”, diz Adana.

“Uma das coisas que realmente se destacaram foi que, assim como outras empresas, eles têm aparelhos padronizados. Então nós pensamos que, ok, se nós temos o FBI operando fora da E Corp, eles fazem uma investigação e não é preciso atacar o escritório de campo do FBI. Dá para atacar os dispositivos dos agentes do FBI que estão no local.”

Ataques cibernéticos incríveis

Alerta de spoiler: no seriado, a fsociety usa uma exploração personalizada para atacar e roubar dados dos telefones com sistemas Android que pertencem aos agentes do FBI. Como muitos dos ataques feitos ao longo da série, esse tipo de invasão realmente acontece.

Kor também diz que a tecnologia mostrada na tela e o hacking exibido em Mr. Robot é uma maneira de aprofundar o apelo diante de um público mais amplo, sem se restringir apenas a hackers ou especialistas em TI.

A série também aborda mecanismos não só de invasão de sistemas, mas de segurança, como firewalls, antivírus e VPNs (Virtual Private Network), incluindo sistemas Mac.

Outro alerta de spoiler: já na primeira temporada, Elliot usa um computador do tamanho de um cartão de crédito (um equipamento Raspberry Pi) para elevar a temperatura em uma sala de armazenamento externa, onde os dados da E Corp estão armazenados em fitas magnéticas.

“Foi muito divertido incorporar o Raspberry Pi e entrar em detalhes específicos sobre como invadir um sistema virtual de controle climático para aumentar a temperatura de uma sala com a finalidade de derreter as fitas magnéticas e destruir os dados”, diz Adana. “E isso foi algo que nós conseguimos transmitir para o público que não é especialista em tecnologia e, ao mesmo tempo, agradar quem realmente tem conhecimento sobre o assunto”.

 

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