Hackers utilizam dispositivos IoT para minerar criptomoedas



Os dispositivos IoT são os chamados dispositivos de Internet das Coisas, esses aparelhos são para uso especifico no dia dia do usuário e estão conectados a Internet, para permitir uma interação a distância pelo usuário ou até mesmo para a comunicação com outros dispositivos IoT, dessa forma é possível tomar decisões inteligentes para agradar o usuário. Podemos usar como exemplos de dispositivos de IoT, câmeras de vigilância, campainha, fechaduras, smart tv, assistente de voz, interruptores de luz, termostatos, e vários outros dispositivos.

Como esses dispositivos são conectados a Internet, eles ficam expostos a ataques externos, e como eles possuem sistemas embarcados privados, as chances desses dispositivos possuírem uma vulnerabilidade desconhecida pelos desenvolvedores é muito grande, aliando isso ao fato desses sistemas serem poucos ou até nunca atualizados, temos um dispositivo com acesso a Internet que ficará vulnerável por muito tempo.

Pensando nisso hackers passaram a focar seus esforços, para explorar falhas nos dispositivos IoT e criar botnets (rede de robôs). Em ataques como DDoS, esses dispositivos são muito úteis, pois o que será mais utilizado é a banda larga e não os recursos de memória e processamento, porém redes de botnets de dispositivos IoT vem sendo criadas para outro objetivo, a mineração de criptomoedas.

No caso da mineração de criptomoedas, o poder de processamento do dispositivo é extremamente importante, já que vários cálculos de criptografia envolvendo números primos enormes são feitos, porém mesmo com pouco recurso de processamento ainda é possível fazer a mineração de criptomoedas, em um ritmo muitoooo mais lento e com pouco lucro é claro, mas levando em consideração redes com dezenas de milhares de dispositivos trabalhando na mineração, esse tipo de ataque acaba sendo lucrativo.

Segundo uma pesquisa da Avast, com uma rede de 15,8 mil dispositivos IoT minerando a criptomoeda Monero, em 4 dias seria possível lucrar US$ 1 mil. Ao contrário dos computadores, os usuários não tem uma interface para interagir diretamente com o sistema do dispositivo IoT, sendo assim, quase nunca é possível identificar um dispositivo IoT que esteja sendo utilizado para mineração por invasores, o que pode ser notado é o superaquecimento do dispositivo ou lentidão naquilo que o dispositivo foi projetado para fazer.

Assim como ocorreu  no passado, é normal que dispositivos recém lançados estejam suscetíveis a ataques hacker, porém é preciso que as fabricantes desses dispositivos levem a segurança da informação a sério, e não pensem apenas em vender uma tecnologia nova e conectada, mas também pense no que essa nova tecnologia pode causar estando conectada a rede mundial.

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