Eleições 2018 cuidado com a manipulação digital



No próximo domingo 07/10 estaremos indo as urnas “eletrônicas”, para votar nos candidatos a Presidência, Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador 1, Senador 2 e Governador, esse é o momento em que realmente podemos pelo menos tentar fazer a diferencia pelo nosso país, e sem entrar no mérito da urna eletrônica ser confiável ou não, existe uma outra forma menos direta de interferir nas eleições de um país, e acredite é a mais comum nos dias de hoje, então nessa matéria vamos falar um pouco sobre as formas de manipulação de votos.

Antigamente muitas pessoas definiam seus votos, a partir de campanhas boca a boca, feitas pelos próprios candidatos e parceiros, além é claro de assistir campanhas e debates via TV, nesses tempos, uma forma viável para alguém que quisesse manipular uma eleição, seria espalhar mentiras via boca boca a favor de seu candidato e contra candidatos opositores, e também utilizar a influência de seu partido em emissoras de TV, para que a mesma omitisse informações negativas de um candidato específico e escancarasse as mesmas informações negativas de um outro candidato opositor.

Mas agora vamos pensar um pouco, qual é o local que as pessoas mais ficam hoje em dia? Sim, não estamos falando de um local físico mas sim digital, a Internet. Hoje com a popularização e acessibilidade da Internet, boa parte dos eleitores ativos estão gastando boa parte do seu tempo acessando redes sociais como Facebook e Instagran, e ao invés de procurar por vídeos eleitorais e debates na televisão, esses mesmos eleitores procuram por vídeos no Youtube, isso sem falar no WhatsApp que esta 100% do tempo ativo no smartphone dos eleitores.

É claro que a popularização da Internet não é algo negativo, ao contrário, com a Internet podemos alcançar informações a distância de um clique, podemos aprender coisas básicas em um vídeo de 2 minutos ao invés de investir horas em pesquisas, porém um ponto em que é preciso prestar atenção na Internet, principalmente quando estamos falando de eleições, é a veracidade do que esta sendo postado, afinal, não podemos esquecer de que qualquer um, inclusive você mesmo que esta lendo essa matéria, pode postar o que quiser nas redes sociais, seja verdadeiro ou não. Com tantas falsas notícias e vídeos, até inventaram o termo “Fake news” para referir-se a esses posts falsos, mas será que isso é mesmo tão grave?

Infelizmente, a maioria das pessoas cerca de 85% delas, instintivamente tendem a acreditar e aceitar informações que tenham mais “relevância” nas redes sociais, ou seja, se uma notícia verdadeira tiver 100 curtidas no Facebook e não for tão compartilhada, os poucos usuários que essa noticia chegar, tenderão a não acreditar ou ignorar o que a notícia diz, já se uma notícia falsa postada no Facebook tiver 200 mil curtidas, quem ler essa mensagem acreditará mais nessa notícia, pelo famoso “se tem tanta curtida é bom”. O problema disso tudo, é que além dos usuários trolls que compartilham e curtem notícias “falsas, mas engraçadas”, como a curtida e compartilhamento é que passa credibilidade para o post, muitas empresas, órgãos e até mesmo grupos de hackers utilizam bots para potencializar o alcance de posts. Ok, você não esta entendo muito bem do que eu estou falando? Imagine 100 mil contas do Facebook, mas essas contas não são de pessoas, com personalidades e opiniões, elas foram criadas automaticamente por um computador, essas contas são chamadas de “bots”, se temos 100 mil contas, obviamente podemos ter 100 mil curtidas, então BOOOMMMMM de repente podemos fazer um post ter um ganho exponencial de visualizações nas redes sociais.

Hoje em dia muitos cibercriminosos investem tempo e dinheiro, para desenvolver bots, milhares ou até milhões deles, e o colocam a venda para quem pagar mais. Você quer que seu post apareça nos recomendáveis do Facebook? CLICK, Pronto! Você quer que seu vídeo apareça na página inicial do Youtube? CLICK, Pronto!

Voltando as eleições, partidos contratam e utilizam esses bots para potencializar seus posts negativos ou positivos, mesmo que sejam falsos ou “meio verdadeiros”, inclusive as autoridades dos Estados Unidos tem em andamento uma investigação sobre uma possível manipulação da Rússia nas eleições de 2016, em que Donald Trump foi eleito presidente dos EUA, segundo denuncias, o próprio governo Russo, utilizou bots para potencializar a exibição de notícias falsas sobre a candidata Hillary Clinton, que até pouco tempo antes das eleições era apontada como a candidata com o maior numero de intenções de votos.

Como podemos nos defender desse tipo de “golpe”? Simples, não acredite em tudo que você lê ou assiste, pelo contrário, se uma notícia que difame um candidato de repente aparece em destaque nas suas redes sociais, desconfie e pesquise sobre o assunto, para saber se a notícia é realmente verdadeira, além disso, faça o básico, escolha um candidato, e veja os vídeos em que ele se pronuncia, utilize a velha leitura corporal e veja se ele te convence, além disso procure sobre a história dele e saiba de quem ele foi aliado e se responde algum processo por corrupção, não de bola para o que compartilham no WhatsApp ou Facebook, procure por você mesmo a verdade, afinal, estamos definindo principalmente a pessoa que vai governar o país por pelo menos 4 anos.

Bom voto domingo!

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